9.9.09

Pane na máquina do espírito


Há algo de errado
Na máquina do espírito
É falta de óleo
Ou falta de brio

Ou quem sabe

Uma mania hipocondríaca
De explorar a cobiça
Aos limites limítrofes
Do preço mais cotado
do cambio flutuante de ideários

Que dia menos dia
Há de queimar o fusível
E explodir o coração

As veias entupidas de dinheiro
Esse material abstrato
Sem valor natural
Apenas o valor agregado

Que gangrena a carne
Que engrena o carro
Que engendra o espírito
Que gera o vício
Que causa o pigarro

Um fino e espetacular
Curto circuito
Que não deixa vestígios

Só fragmentos de culpa
Aniquiladas a murro
Na ponta da faca
Que tira as vísceras rasgadas
De um jovem na calçada

E o velho deitado
Já não entende nada
O espírito já é máquina
Um enguiço retroativo

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